sábado, 20 de outubro de 2012

Compras da Semana



Oi gente! Eu sou louca por geléias e isso desde criança! Minha mãe costumava comprar Geléia de Mocotó, porque dizia que era mais saudável, mas depois descobri as geléias cremosas e aí sim, começou o vício... hehehe  Quando morava no Brasil costumava comprar também algumas geléias importadas, que na sua maioria vinham da Dinamarca ou Reino Unido. Eram caríssimas, mas de vez em quando eu me dava de presente esse luxo.

Já na Alemanha a coisa é diferente. Há geléias deliciosas para todos os gostos! Algumas pessoas andam até reclamando, que hoje em dia há tanta mistura de sabores, que até ficou mais difícil encontrar os mais tradicionais. Há geléias bem baratas que são também deliciosas, mas tem que prová-las até achar as menos doces, pois elas têm pouca quantidade de frutas. Fico com as de preço médio e descobri agora uma marca de geléias ôrgânicas no Lidl que gosto muito.

Posso dizer conheço bem as geléias daqui, sejam elas de sabores tradicionais e as misturas mais comuns de sabores. Fiquei então surpresa por achar esta com um nome enigmático: Apfelkraut. Comprei imediatamente, claro! ;-) Chegando em casa fui pesquisar e achei que é uma geléia tradicional da Região da Renânia usada não só no pão, mas também como importante ingrediente de algumas receitas daquela região. Na primeira impressão a aparência escura do produto me lembrava o que via nas receitas americanas de uma geléia chamada de "Apple Butter". No entanto esta aqui era uma mistura de maçãs e pêras!

 Apfelkraut 450 gr. €1,29 no Aldi

Bom hoje eu experimentei e posso dizer: quase caí para trás! Tem gosto marmelo! Além disso, tem uma pontinha de gosto de melado também... Enfim sabores irresistíveis para mim e que trás muitas lembranças, é óbvio. Esse produto está sendo vendido temporariamente no Aldi, que comercializa só marcas próprias, mas vi na internet que há outras marcas disponíveis nos supermercados comuns. Não deixem de experimentar! Um abraço!





quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Bolo Cremoso de Abóbora com Farofa de Nozes



Hoje comemora-se por aqui o Dia da Unificção Alemã. Normalmente faço um bolo típico da Região Leste, que era no passado a Alemanha Oriental, mas desta vez fiquei tão curiosa com esta receita que não pude resistí-la!

Havia comprado uma pequena abóbora do tipo Hokaido e esta esperava por uma receita especial. Gosto muito da Hokaido, não só por ser bem sequinha depois de cozida, mas porque não precisa ser descascada! É realmente uma praticidade a que não resisto! :) Bom, vi a foto deste bolo procurando pela internet por algum bolo de abóbora diferente e aí está! 

O bolo tem uma aparência fantástica na minha opinião, e a crosta é uma surpresa boa que não dá para acreditar. A massa tem uma consistência compacta meio parecida com um bolo solado, mas gostosa. Lembra a textura da abóbora cozida e é muito interessante, mas gostaria que tivesse mais gosto de abóbora. Neste ponto, eu como uma fã de abóboras fiquei um pouco decepcionada. Na minha opinião é uma receita que pede mais experimento. Tenho planos de fazê-la novamente colocando mais abóbora na massa e de maneira a ficar mais cremosa, para chegar mais ao meu gosto. A farofa é um sonho e tenho planos de usar em outras receitas também.  Valeu a pena fazê-la e irá valer mais ainda quando eu adaptar do jeitinho que eu gosto, mas deste jeito mesmo posso dizer que é um bolo saboroso. Abraços e boa semana para vocês!

BOLO CREMOSO DE ABÓBORA COM FAROFA DE NOZES.
Fonte: Chefkoch
Rendimento: forma redonda de 25 cm

Ingredientes para a massa:
250 gr. de farinha de trigo
1/2 col. de chá de bicarbonato
1 col. de chá de fermento químico
1/2 col. de chá de canela em pó
160 gr. de açúcar
1/2 col. de sopa de açúcar baunilhado
2 ovos
200 gr. de purê de abóbora
120 gr. de manteiga derretida
200 gr. de Creme Fraiche
3 col. de sopa de leite

farofa:
80 gr. de nozes picadas
30 gr. de manteiga gelada
60 gr. de açúcar natural(marrom)

Instruções:
Pré-aqueça o forno à 180C. Prepare a forma, untando-a. Num recipiente, misture a farinha, o bicarbonato, o fermento e a canela. Reserve

Usando a batedeira em alta velocidade, bata os ovos até que espumem. Adicione o açúcar aos poucos e vai batendo até formar uma espuma volumosa e densa. Diminua a velocidade e vá colocando os outros ingredientes na ordem dada, sempre misturando bem antes de adicionar outro. A massa ficará com uma textura consistente.  Coloque-a na forma preparada e alise a superfície com uma espátula.

Faça a farofa, misturando bem os ingredientes com as mãos. Salpique-a uniformemente sobre a massa do bolo e leve para assar por cerca de 45 minutos, ou até o bolo ficar bem douradino.  Sirva em temperatura ambiente. Melhor fazer no dia anterior para que os sabores se intensifiquem. Bom apetite!



quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Despedida do Verão: Sorvete de milho!




Dizem os meteorologistas que teremos um Outono quente este ano na Alemanha. Não sei ao certo, mas este último fim-de-semana tivemos um sol lindo e para as próximas semanas parece que receberemos uma frente fria. Depois disso o Verão e estará oficialmente encerrado no Hemisfério Norte.

Aproveitei o tempo quente e ensolarado então para testar uma receita que guardo há anos. A minha lista de por fazer é tão longa que algumas receitas acabam ficando esquecidas, mas esta estava guardada no fundo da memória! :) Na infância o sorvete de milho verde era um dos meus sabores preferidos e, ainda que esta receita não se referira especificamente ao milho verde, eu tentaria usá-lo se não tivesse problemas em encontrar este ingrediente por aqui.

A receita é prática, fácil e o resultado é maravilhoso! Resolvi não coar o milho para ficar com textura, mas achao que isso é uma questão de gosto. A única dificuldade que tive foi por culpa própria: ao invés de usar a sorveteira, quis fazer como picolés.  Tive então uma certa dificuldade de retirá-los das formas. Acho que quem quiser fazer como picolés deve substituir totalmente o creme de leite por leite comum, para que endureça mais. De resto, posso dizer que a receita é genial! Quem fizer de milho verde me conta! :)


SORVETE DE MILHO
Rendimento: 16 picolés pequenos

Ingredientes:
1/2 xíc. de leite
1/2 xíc. de creme de leite
1/2 xícara de milho cozido(usei enlatado)
1/2 xíc. de leite condensado

Xícara= 240 ml

Instruções:
Bata o milho e o leite no liquidificador e passe  por uma peneira ou um pano fino e esprema um pouco. Faça isso apenas se não quiser usar o bagaço. Junte todos os outros ingredientes e leve para gelar por pelo menos cerca de duas horas. Coloque na sorveteira e siga as instruções adequadas. 

Quem não tem sorveteira ou recipientes para picolé, pode improvisar, por exemplo, congelando em saquinhos(no Rio chamamos de sacolé), ou usando o método manual que é o seguinte: Coloque a massa num recipiente plástico e leve ao congelador. Retire a cada 1 hora e misture bem. Repita a operação até o sorvete se forme. Leva tempo, mas dá certo.

Bom apetite e até a próxima!


domingo, 9 de setembro de 2012

Compras da Semana

Será que alguém adivinhou o que é esta bebida aqui? Quem disse Guaraná, acertou! Sim, esse é o refrigerante feito de guaraná encontrado na Alemanha! Não é a primeira vez que o compro, e não pode faltar quando faço reunião de amigos aqui em casa. O engraçado é que esta bebida sempre surpreeende!

Fiquei um bom tempo só tomando o Kicos, que só fui mesmo notar um pouco a diferença dos guaranás Brasilieiros quando bebi depois de um tempo o  guaraná da Antártica. Em comparação, o Kicos é menos doce, tem menos charope, ou seja, é mais "aguadinho", mas também é mais gasoso, o que o torna uma bebida bem refrescante. Eu o acho delicioso, na medida certa.

O problema todo é encontrá-lo para comprar. No passado era vedido irregularmente numa loja de bebidas não muito longe de onde morava. Aí desapareceu por uns tempos. Depois fui encontrá-lo no supermercado Irma Aktiv e atualmente é vendido também  numa lojinha bem pertinho daqui de casa, para a minha sorte! Agora posso comprá-lo espontaneamente quando vou à padaria, não é o máximo?

Guaraná Kikos 700ml   € 0,79


Acima uma foto detalhada do rótulo, que à primeira vista lembra um pouco um anúncio antigo, mas os detalhes são um pouco bizarros... hahaha  Talvez seja porque seja vendido quase que como uma bebida "energética". O rótulo diz "refriegerante com cafeína", e também "a bebida que dá um chute(de energia)". A cada garrafa de guaraná comprada, €0,1 vai para um projeto na América Latina. Qual, não é explicado.  Quem mora aqui na Alemanha já conhece a bebida certamente, mas se tem alguém que ainda não experimentou, não perca, é muito bom!

Abraços!







sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Bibingka



O nome é estranho, mas a aparência é familiar... O Bibingka é um bolo tradicional Filipino que é uma espécie de "primo" do nosso bolo de aipim(mandioca)! Bem, essa é a minha opinião! Vira e mexe eu encontro receitas do Sudeste da Ásia que fazem lembrar as Receitas Brasileiras! Acho que devemos muito às viagens dos colonizadores Portugueses que promoveram um intercâmbio de produtos e plantas entre essas duas partes tão distantes no Planeta. Em Portugal, por exemplo, as batatas são a base de uma refeição, repetindo o que se vê em todos os países Europeus. E eu me pergunto, porque no Brasil comemos arroz e não batata, que na verdade é originariamente Sul-americana?

Voltando ao assunto, descobri este bolo por um acaso lendo sobre os Doces Filipinos e fui buscar algumas receitas. Há várias agora na minha lista, mas decidi começar pelo Bibingka. Ele é um bolo tradicionalmente feito na época de Natal, em forma de barro coberta no fundo e aos lados por folhas de bananeira e assado num forno à carvão. Bem, os imigrantes Filipinos que se expalharam pelo mundo adaptaram a receita e modernizaram o método, para a nossa sorte! ;-)




Como vocês podem imaginar, há várias receitas na internet, que apresentam fotos do bolo com várias texturas e coberturas diferentes.  As texturas variam de acordo com a base usada para o bolo e o uso ou não de ovos na massa. Comumente são usados como base, o arroz glutinoso cozido ou a farinha de arroz glutinoso, assim como a farinha de arroz comum ou até mesmo a mandioca ralada! As coberturas variam também: algumas vezes queijo, outras côco, caramelo de côco e até ovos cozidos, acreditem!

Eu escolhi uma receita que leva a farinha de arroz glutinoso, o que me lembra muito o nosso polvilho doce. Mudei pouca coisa, porque por exemplo a receita original pedia o creme de côco e leite de vaca, mas muitas receitas usavam só leite de côco e foi assim que fiz. Uma outra substituição, foi que pedia quatro gemas e como só tinha três ovos em casa, adaptei e acho que uma clara adicionou uma consistência melhor à massa. Por último, a cobertura, que preferi usar o côco.  Se vocês quiserem fazê-lo acho que ficaria maravilhoso também adaptar e usar o polvilho doce. Fiz num tabuleiro, mas nas Filipinas o Bibingka também é vendido em porções individuais, portanto vocês podem fazê-lo em forminhas para muffins. Experimentem, fica uma delícia morno ou frio!


BIBINGKA
Fonte: Adaptada -> Overseas Pinoy Cooking
Rendimento: 1 tabuleiro pequeno ou 12 formas de muffins

Ingredientes:
2 xíc.* de farinha de arroz glutinoso**
400 ml de leite de côco
2 gemas
1 ovo inteiro
1 xícara de açúcar
3 col. de sopa de côco ralado (hidratado)
2 col. de sopa de margarina derretida

*xícara de 240 ml
** sugestão para substituição: polvilho doce


Instruções:
Pre-aqueça o forno à 180°C. Prepare um tabuleirinho forrando-o com papel manteiga. Reserve.

Num recipiente misture manualmente a farinha, o leite de côco, as gemas, o ovo e o açúcar. A massa ficará homogênea rapidamente ao misturar. Coloque-a no tabuleiro e leve ao forno por cerca de 30 minutos ou até o bolo ficar alto e moreninho. 

Quando a massa já estiver pronta, retire rapidamente do forno, salpique com o côco e pincele tudo com margarina derretida. Leve novamente ao forno até o côco ficar douradinho. Bom apetite!



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